Exportar deixou de ser privilégio de grandes indústrias. Pequenas e médias empresas brasileiras vendem hoje para o mundo inteiro — e quem exporta ganha mais do que faturamento em moeda forte: diversifica o risco (não depende só do mercado interno), fortalece a marca e costuma melhorar processos internos para atender exigências internacionais. Mas por onde começar? Este é o caminho.
Passo 1 — Habilite sua empresa a operar no comércio exterior
O primeiro requisito formal é a habilitação da empresa nos sistemas de comércio exterior do governo (o "Radar", no Siscomex). É essa habilitação que autoriza sua empresa a registrar operações de exportação e importação. O processo envolve documentação da empresa e definição da modalidade adequada ao seu porte e volume de operações.
Passo 2 — Descubra se o seu produto tem mercado (e onde)
Nem todo produto compete em qualquer país. A pesquisa de mercado responde três perguntas essenciais: quem compra o que você produz, quanto paga e quem já vende lá. Dados de exportação por NCM, feiras do setor e rodadas de negócios são ótimas fontes. Muitas vezes o melhor mercado não é o mais óbvio — vizinhos da América do Sul podem ser uma porta de entrada mais viável que Europa ou EUA.
Passo 3 — Adeque o produto e verifique certificações
Cada mercado tem suas exigências: certificações técnicas e sanitárias, rotulagem no idioma local, normas de embalagem, padrões de qualidade. Descobrir isso depois de fechar a venda é receita para dor de cabeça. Levante os requisitos do país-alvo antes de qualquer negociação.
Passo 4 — Precifique do jeito certo (Incoterms)
Preço de exportação não é o preço interno convertido em dólar. A formação de preço considera custos de embalagem para exporte, logística até o porto, despesas de despacho, e o Incoterm negociado — se você entrega no porto brasileiro (FOB) ou com frete incluído até o destino (CIF/CFR), por exemplo. Há também benefícios fiscais relevantes: exportações são desoneradas de vários tributos internos, e mecanismos como o drawback podem reduzir custos de insumos importados.
Erro clássico do iniciante: dar o preço "FOB" sem saber o custo real de colocar a carga no porto — e descobrir na primeira venda que a margem virou pó.
Passo 5 — Encontre compradores
- Feiras internacionais e missões empresariais — o caminho mais rápido para contato direto com compradores qualificados;
- Rodadas de negócios promovidas por entidades do setor;
- Marketplaces B2B internacionais — vitrine global com baixo investimento;
- Representantes e distribuidores locais no país-alvo, que conhecem o mercado e abrem portas.
Passo 6 — Estruture logística, câmbio e documentação
Fechou a venda? Agora entram o transporte internacional, o seguro, os documentos de exportação (fatura comercial, packing list, certificados exigidos pelo destino), o despacho aduaneiro e o contrato de câmbio para internalizar os dólares. Cada elo desses tem prazo e custo — e um erro documental pode segurar sua carga no porto.
O atalho: não caminhe sozinho
Todos esses passos são perfeitamente executáveis — a questão é o tempo e o custo de aprender errando. Um programa estruturado de preparação para exportação acelera o caminho: análise do potencial do produto, adequação, precificação, participação em feiras com apoio e a condução das primeiras operações com quem já fez isso centenas de vezes.
É exatamente o que o programa Exporta Mais da Akon faz: preparamos sua empresa para exportar de forma estruturada e sustentável, com estratégia, posicionamento e desenvolvimento comercial internacional.
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